Detentores de XRP já podem tomar RLUSD emprestado na Ethereum usando FXRP — sem precisar vender
Resumo de mercado por IA
A aprovação, pela Sentora, do FXRP da Flare como colateral em seu cofre de RLUSD permite que detentores de XRP tomem emprestado o RLUSD, a stablecoin atrelada ao dólar da Ripple, no Ethereum sem vender XRP, melhorando a eficiência de capital enquanto mantém exposição à vista. O uso dos mercados isolados do Morpho Blue e a due diligence da Sentora sobre oráculos, liquidez e mecânicas de liquidação reduz o risco de integração percebido. O movimento amplia a utilidade de DeFi do XRP e sustenta a narrativa de adoção institucional do RLUSD.
Nível de impacto
● Médio
Ativos afetados
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▲ Altista
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Detentores de XRP ganharam uma nova rota para acessar liquidez em dólar na Ethereum sem abrir mão da posição no token. A Sentora aprovou o FXRP, ativo “embrulhado” da Flare que representa XRP, como colateral no cofre principal (Main vault) de RLUSD.
O que mudou
A Flare informou na segunda-feira que o FXRP passou a ser aceito como garantia para empréstimos de RLUSD, stablecoin da Ripple voltada ao público corporativo, no ecossistema da Ethereum. O caminho operacional é simples: o usuário converte XRP em FXRP, faz a ponte (bridge) para a Ethereum, deposita o FXRP como colateral no mercado de crédito via cofre de RLUSD da Sentora — que usa infraestrutura do Morpho — e então toma RLUSD emprestado.
Como o empréstimo é colateralizado, e não uma venda do ativo, o tomador mantém exposição ao preço do XRP enquanto obtém um ativo atrelado ao dólar.
Como funciona e quais são as proteções
O FXRP cumpre para o XRP um papel semelhante ao do Wrapped Bitcoin (WBTC) para o BTC: viabiliza uso on-chain de um ativo que não é nativo de EVM. O mercado de crédito opera no Morpho Blue, modelo que utiliza mercados isolados para que eventuais problemas fiquem limitados a um único ativo.
Segundo a Sentora, antes de aprovar o FXRP como colateral, a equipe avaliou comportamento de mercado, desenho de oráculos, liquidez e mecanismos de liquidação.
Por que isso importa
“XRP é um dos maiores ativos do mercado cripto e um dos menos utilizados em DeFi. Essa lacuna era, em grande parte, de infraestrutura”, disse Hugo Philion, cofundador e CEO da Flare. Para ele, o fato de o XRP se tornar um colateral que uma equipe institucional de risco assume na Ethereum mainnet representa um reconhecimento mais forte do que “mais uma listagem de bridge”.
Jesus Rodriguez, cofundador e CTO/CPO da Sentora, descreveu a iniciativa como um passo relevante para tornar o XRP “útil on-chain”, destacando a liquidez do ativo e sua baixa utilização atual em crédito on-chain.
Contexto mais amplo
A novidade reforça a estratégia da Ripple de posicionar o RLUSD como uma stablecoin de padrão corporativo. A empresa iniciou testes do RLUSD na Ethereum e no XRP Ledger em agosto de 2024 e obteve aprovação do New York Department of Financial Services em dezembro de 2024.
No mês passado, a Mastercard informou que daria suporte a liquidação com stablecoins reguladas, incluindo RLUSD, USDC (da Circle) e SoFiUSD (da SoFi), sinalizando avanço do interesse institucional.
Em resumo
Ao permitir que detentores de XRP usem FXRP como colateral para tomar RLUSD emprestado na Ethereum, a integração amplia a utilidade do XRP em DeFi e oferece acesso a liquidez em dólar sem zerar a posição — um movimento potencialmente relevante para traders e instituições que buscam manter exposição e ganhar eficiência de capital.